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Ni and Me

Somos um casal da década de 60 com muitos anos de cumplicidade, amor, amizade e respeito mútuo. As viagens, mas não só, são um tónico que mantém viva esta relação e este projeto a dois.

Ni and Me

Somos um casal da década de 60 com muitos anos de cumplicidade, amor, amizade e respeito mútuo. As viagens, mas não só, são um tónico que mantém viva esta relação e este projeto a dois.

Dji, o nosso "neto" Stafie

Devo confessar que sempre tive pavor de cães, talvez porque fui mordido por um em tenra idade. Nunca me senti à vontade com eles, sejam grandes ou pequenos.

Um belo dia, recebo um telefonema do meu filho informando que decidiu ter a companhia de um animal de quatro patas.

Quando vivia connosco, sempre nos pressionou para termos um cão. Mas como quem manda são os donos da casa, fomos sempre sacudindo essa pressão e dizendo-lhe que quando tivesse uma casa poderia ter os cães que entendesse.

Sempre ouvi dizer que um mal nunca vem só, e foi bem verdade, ele arranjou um amigo que pertence a uma raça considerada perigosa.

Até estremeci, quando recebi a noticia. Tinha um "neto" adotivo, um American Staffordshire Terrier, mais conhecido por "Stafie".

Fui de imediato pesquisar sobre essa raça, e o meu medo subiu exponencialmente. A vida corria bem até essa data, e de repente parece que tudo se desmoronou.

Se o filho tem um cão, eu tenho receio de cães, logo o mais provável seria deixar de ver o filho e nunca ver o cão.

Impensável, nunca deixaria de ver o meu filho, nem que ele adotasse um jacaré.

E um dia lá aparece ele com o "Dji", o nome do cão. Cachorro, pouco mais de três meses, não parecia nada perigoso.

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Bastante travesso, de vez em quando lá lhe dava para roer umas coisas, tipo móveis da cozinha. Mais uma razão para não gostar de cães. Que mania esta de roer coisas.

Certo é que com o passar do tempo, foi crescendo uma empatia entre nós os dois, até que deixei de o ver como uma ameaça, olhar para ele sem medos, estar com ele sem receio de ser mordido, dormir com ele no sofá, correr com ele, brincar com ele. Enfim, nunca imaginei que viria a ser vacinado contra este pavor.

E assim passaram três anos, ele cresceu, tem uma família que o adora e o trata como se de um filho se tratasse. E consigo sentir o quanto ele gosta de quem lhe é chegado.

Por vezes passam umas semanas sem o ver, mas quando entra em nossa casa é como se tivesse sido ontem.

Quando estou na cozinha, a tentar cozinhar qualquer coisa, fica sempre aos meus pés, à espera que caia qualquer coisa ou então um biscoito ocasional.

E porque é Natal, aqui fica uma imagem deste cachorro perigoso que vi crescer.

IMG_2895.JPG

Que bom vai ser passar contigo o Natal, até vais ter direito a uma prenda.

Me

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